Fonte: O Fluminense
Economia estável, facilidades no financiamento e a entrada dos jovens cada vez mais cedo no mercado formal de trabalho, aliados à vontade de sair da casa dos pais, a procura por investimento ou ainda o casamento são alguns dos motivos que têm feito aumentar o número de jovens entre 20 e 35 anos adquirindo a casa própria. Dados da Caixa Econômica Federal mostram que os consumidores com menos de 35 anos já respondem por 57% das solicitações de financiamentos imobiliários no Brasil – a grande maioria para a compra do primeiro imóvel.
“A tendência aponta para o rejuvenescimento do mutuário. É gente à procura do primeiro imóvel. Estamos diante de um grupo que ingressou no mercado de trabalho há pouco, mas que já quer começar a vida com casa própria, graças aos juros mais baixos e aos prazos mais longos”, observa a superintendente regional da Caixa no Rio, Nelma Souza Tavares.
E as construtoras também já identificaram esse público mais novo como consumidor. A Living, por exemplo, verificou através de pesquisas que, 40% dos apartamentos negociados em seus últimos seis lançamentos no Estado do Rio foram adquiridos por jovens de até 30 anos. De diferentes faixas de renda, os clientes têm em comum a aquisição do primeiro imóvel, seja para sair da casa dos pais, se casar, ou investir o dinheiro.
Crédito facilitado
A Pinto de Almeida também verifica essa tendência em alguns de seus lançamentos onde 40% dos interessados em adquirir uma unidade são jovens casais que ainda não possuem filhos e outros 23% são solteiros com menos de 35 anos. E na hora de construir, segundo a construtora Even, há um crescimento de imóveis mais compactos com ampla área de lazer para atender a esse público específico.
Alexandre Calazans, gerente de incorporações da Living Construtora, explica que o crédito mais facilitado e a economia estável são dois fatores que têm contribuído para que os jovens invistam na compra do primeiro imóvel. Ele afirma, ainda, que o programa “Minha, casa, minha vida” do Governo Federal fomentou as vendas, com imóveis mais em conta e até subsídios financeiros. “Comprar a casa própria é o sonho da maioria das pessoas, mas, até há alguns anos, não fazia parte do universo de pessoas tão jovens. Hoje, com os financiamentos em prazos de até 30 anos, juros menores e a possibilidade de composição de renda, muitos jovens decidem aproveitar o bom momento imobiliário do País e investir na realização desse sonho”, explica.
Naum Ryfer, diretor da Pinto de Almeida, ratifica as informações de Calazans. Ele lembra que em Niterói, por conta da qualidade de vida, as famílias estão crescendo e seus filhos construindo novas famílias e procurando permanecer na cidade, o que aumenta, naturalmente, o número de compradores na faixa entre os 20 e 35 anos. “Podemos ter uma base pelo Viva Pendotiba, novo empreendimento que lançamos que 40% dos visitantes são casais que ainda não possuem filhos e outros 23% são solteiros. Esses jovens estão começando a vida profissional e procuram imóveis práticos em condomínios com infraestrutura, boa localização, próximo da serviços e escolas, e com preços que caibam no bolso, sem estourar o orçamento da nova vida”.
Cláudio Hermolin, diretor da construtora Even, explica ainda que os imóveis compactos e funcionais atraem bastante esse público de faixa etária mais baixa. Ele acrescenta que, com áreas construídas menores, as construtoras investem em áreas de lazer específicas para esse perfil de cliente. “Grande parte desses jovens compra o imóvel na planta, o que permite fazer alterações que se enquadrem no seu gosto. Além disso, criamos projetos onde o imóvel se torna funcional, atendendo suas necessidades e oferecemos áreas de lazer condizente com esse público como home offices, academias, espaços pizza e home cinema, onde ele pode se divertir com os amigos, sem sentir falta de um imóvel com tamanho maior”, avalia.
Bom momento
O analista de logística da Petrobras, Ulisses Souza, de 33 anos, decidiu aproveitar o bom momento do mercado imobiliário do País para comprar seu primeiro apartamento. Morador de Duque de Caxias, ele a mulher decidiram investir em um apartamento em Santa Rosa, em Niterói. Eles compraram o apartamento na planta, em 2008. “Uma série de fatores nos levou a escolher comprar um apartamento em Niterói. Além de buscarmos uma maior qualidade de vida para criarmos nossa filha. A localização estratégica da cidade também ajudou muito na escolha. Outro impulso foi o bom momento financeiro do País, que nos motivou a juntar as economias para dar entrada e financiar o saldo em 20 anos. As prestações cabem confortavelmente no bolso e construímos um patrimônio nosso”, explica ele, que só se mudará definitivamente em dezembro e, por enquanto, aproveita para mobiliar calmamente o imóvel.
“Como minha filha está em período escolar e eu e minha mulher trabalhamos a semana toda, aproveitamos os finais de semana para nos mudarmos aos poucos e irmos arrumando tudo do jeito que sonhamos”, conta o analista.
Souza lembra que o mercado oferece muitas facilidades para quem quer comprar um imóvel, como o uso do FGTS, juros mais baixos e financiamentos a longo prazo.
Investimento mais seguro
Esse público é composto por pelo menos três tipos de jovens clientes: pessoas solteiras, que ainda moram com os pais e veem o imóvel como investimento; jovens solteiros que conseguem independência financeira e querem ter seu próprio espaço e aqueles que pretendem formar ou já formaram, recentemente, uma família e querem contar com a segurança de uma casa para chamar de sua.
Pedro Sérgio Monteiro, de 27, é um desses jovens que decidiu investir seu dinheiro para comprar a casa própria. Gerente de banco, ele estuda Economia na Universidade Federal Fluminense e quando teve a possibilidade de comprar a casa onde morava no Ponto Cem Réis, no Fonseca, não pensou duas vezes. Por conta do trabalho ele foi transferido para Cachoeiras de Macacu, na Região Serrana e teve que alugar o imóvel. “Tive a oportunidade de comprar a casa em que morava e não tive dúvidas. Como precisei me mudar por conta do trabalho, aluguei o imóvel e com isso meu investimento ainda me dá uma renda mensal. O momento econômico do País é bastante confortável para quem quer realizar o sonho da casa própria”, avalia.
O administrador Vinícius Fort, de 28, foi outro que decidiu cedo comprar a casa própria. Há alguns anos ele e a então namorada, hoje esposa, decidiram juntar as economias e comprar um apartamento no Vital Brazil, Zona Sul de Niterói. Com o casamento e a vontade de aumentar a família, eles acabaram de comprar uma casa em Pendotiba. “Vendemos nosso apartamento, juntamos umas economias e financiamos o que faltava para comprar a nossa casa. Acho que os jovens começaram a perceber que dá para investir na compra de uma casa, basta procurar aquela cujo valor cabe no bolso”, indica.http://potenciaimobiliaria.negociol.com/
Nenhum comentário:
Postar um comentário