quarta-feira, 29 de junho de 2011

SEJA VOCÊ TAMBÉM UM INVESTIDOR IMOBILIÁRIO




Podemos observar que nos últimos anos muitos investimentos imobiliários foram mais rentáveis do que vários investimentos financeiros. O mercado imobiliário além de rentável é muito seguro, nem mesmo com a crise financeira de 2008 o investidor perdeu dinheiro.
Enquanto, a maioria dos investidores tinham seus papéis sendo desvalorizados nas bolsas de valores, muitos investidores do mercado imobiliário brasileiro estavam seguros com seus investimentos. O segredo para o sucesso é a diversificação em diferentes mercados.

Em alguns investimentos imobiliários o investidor pode chegar a 100% de rentabilidade em 24 meses.
Um ponto importante a levar em conta na hora de investir é que normalmente para a aquisição de um imóvel na planta é necessário o pagamento de apenas 20% do valor do imóvel ao longo de todo o período de construção (em média 30 meses).
Nos últimos anos os imóveis lançados na planta tiveram em média 30% de valorização. Se considerar um imóvel de R$ 100.000,00 é necessário se pagar R$ 20.000,00 (20%) em 30 meses. Se o imóvel tiver valorização de 30% o mesmo apresentará um lucro bruto de R$ 30.000,00.
Temos varias oportunidades de investimento, acompanhe a tendência e torne-se um investidor imobiliário.
Fonte: Hall Imobiliário
www.potenciaimobiliaria.negociol.com

Mulheres na construção civil




Mulheres na construção civil


Segundo dados no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), entre os anos de 2002 e 2008, a participação feminina nos postos formais de trabalho registrou crescimento de 40,9% contra 34,5% dos homens. E elas, cada vez mais, vêm conquistando espaço em profissões, tradicionalmente, masculinas. Na área da construção civil, este cenário não é diferente.
A participação das mulheres na atuação da construção civil, porém, pode ser muito maior do que a apontada pelos números. Renato Parreira, diretor regional do Sindicato da Construção (SindusCon-SP) em Bauru, afirma que a contratação formal de mulheres é uma realidade na Capital do Estado. No entanto, a maioria delas, inclusive na região de Bauru, trabalha de forma autônoma, realizando principalmente serviços de acabamento nas obras. Esses profissionais autônomos não são contabilizados nos números do MTE.
É o caso da pedreira Andréia Cristina Andrade, 43 anos. Casada e mãe de quatro filhos, ela conta que há 10 anos largou o emprego de cabeleireira, que exercia em um salão de beleza da cidade, para aprender o ofício com o marido. “Comecei como servente de pedreiro. Ele ia trabalhar e me ensinava tudo. Hoje, meu marido faz a parte dele do trabalho e, depois, eu faço a minha, e ganho mais do que no antigo trabalho”, afirma.
Uma realidade impulsionada por iniciativas em todo o país no sentido de formar mulheres para este segmento.
Programa Mulheres Construindo AutonomiaNo Rio Grande do Sul, várias prefeituras com o apoio do Governo Federal – através da Secretaria de Políticas para as Mulheres, se uniram para criar um programa de formação profissional para mulheres na construção civil: Mulheres Construindo Autonomia na Construção Civil. O objetivo principal do programa é a qualificação de mão-de-obra feminina para a construção civil. Para isso, pretende capacitar mulheres de baixa renda – com cursos, visitas técnicas, palestras, seminários e workshops – para atividades em acabamento de obras.
No Ceará foi desenvolvido o projeto “Mão na Massa“, que visa a qualificação social e profissional de mulheres, jovens e adultas, para funções básicas do setor da Construção Civil. As participantes dedicam 460 horas de atividades, sendo 160 horas de qualificação social  – cidadania,  autoconhecimento, mundo do trabalho, empreendedorismo, saúde e segurança do trabalhador – além de cursos de matemática e português. Outras 120 horas dedicadas a leitura de plantas de edificações e canteiro escola com qualificação profissional. Ao final 180 horas são destinadas a etapa prática, quando as participantes, supervisionadas por profissionais, realizam obras de reforma e melhorias em obras sociais e espaços comunitários que atendam a população. Durante o curso as alunas recebem vestuário, equipamento de proteção individual, material escolar, apostila, vale transporte, recurso financeiro denominado – bolsa auxílio, seguro de vida, kit de ferramentas e cartão de visita personalizado. Certificadas pelo SENAI as operárias podem ser contratadas na função de meio-oficial.
Mulheres dominam os cursos de arquitetura em todo o BrasilNas universidades em todo o Brasil as mulheres são maioria. Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) 70% dos alunos dos cinco anos do curso de Arquitetura e Urbanismo são mulheres. “Na minha sala, por exemplo, dos 60 alunos 50 são mulheres e eu vejo isso também nos outros anos”, afirma a estudante do 4° ano, Luciana Ribeiro. Já no curso de Engenharia Civil o número é menor, apenas 35%. No entanto, esta estatística mostra como será o futuro da construção civil: uma área cada vez mais ocupada pela presença feminina.

Qualificação profissional como passaporte

A entrada das mulheres no mercado de trabalho da construção civil é confirmada pelo diretor regional do SindusCon-SP em Bauru, Renato Parreira. Ele destaca como ponto positivo, principalmente, a qualificação técnica da mão de obra feminina e a vantagem em relação aos homens na execução de alguns serviços. “Elas não estão sendo contratadas para fazer força, mas para aplicar seus conhecimentos técnicos, principalmente nos trabalhos de acabamento, como pintura e revestimento de pisos e azulejos. Elas são mais cuidadosas que os homens e podem fazer isso melhor”, destaca.
Parreira aponta também o crescimento no número de matrículas de alunas nos cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-Bauru), especialmente no de Edificações. Larissa Fiorenzi, 16 anos, é uma dessas alunas. Moradora de Pederneiras, ela também cursa o 2º ano do ensino médio no Sesi. “Eles apresentaram três tipos de cursos técnicos para a gente e eu me interessei muito pelo de Edificações porque pode me ajudar na carreira de arquiteta que eu quero seguir”, explica.
Segundo a estudante, apesar do equilíbrio entre alunos do sexo masculino e feminino no curso, as mulheres são maioria na turma de Larissa, que iniciou as atividades no começo desse ano. “Nós estamos na frente, mostrando para a sociedade que não existem atividades exclusivas de homens ou mulheres. Todos podemos fazer tudo o que quisermos”, destaca.
Larissa Caires Stratassoni, 17 anos, também está matriculada no curso de Edificações do Senai e mostra estar bastante empolgada com as aulas. “No mercado de trabalho, a gente fica no meio termo entre o arquiteto e o mestre de obras. Quando me formar, posso assinar construções de prédios menores. Temos aulas teóricas, práticas e de desenho técnico. Já aprendi a assentar tijolos e medir o nivelamento da obra”, conta animada.

domingo, 26 de junho de 2011

Teto Solar Pode Virar Exigência para o Minha Casa, Minha Vida


Sustentabilidade deve começar a virar lei nos empreendimentos imobiliários (Foto: Divulgação)
A sustentabilidade deve começar a virar lei nos empreendimentos imobiliários construídos dentro do programa “Minha casa, minha vida”. A informação foi dada pelo ministro das Cidades, Mareio Fortes, durante visita às obras do condomínio Valdeirosa, no Parque Valdeirosa, em Queimados. De acordo com ele, o documento com as novas regras, que será enviado ao Congresso Nacional nos próximos dias, vai exigir teto solar para aquecimento da água do chuveiro em todas as unidades habitacionais contratadas em 2011.
Além disso, o ministério estuda colocar elevadores nos condomínios para famílias com renda mensal de até R$ 1.395.
“Prédios mais altos permitem aproveitar bem os terrenos, mas a manutenção dos elevadores é cara. Estudamos os custos para propor que o governo pague a manutenção por dez anos”, disse.
Unidades na Baixada – As 500 primeiras unidades do programa do governo para famílias com renda mensal de até R$ 1.395, na Baixada Fluminense, ficarão prontas em janeiro, no condomínio Valdeirosa. Devido ao grande número de interessados – a Prefeitura de Queimados calcula 7.200 inscrições – as moradias serão sorteadas este mês. Deficientes físicos, idosos e mulheres chefes de família terão prioridade. Outras mil unidades serão entregues em maio.
Ontem, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou o Projeto de Lei 3.327, de 2010, que propõe transformar impostos de materiais de construção em crédito tributário para as construtoras do “Minha casa, minha vida”. O objetivo é reduzir o custo final para o consumidor em até 6%. O projeto espera a aprovação do governador Sérgio Cabral
Fonte G1 em 06122010

Cerca de 6 milhões de brasileiros vão passar da Classe C para a B em 2011

Grupo com renda familiar entre R$ 4.807 e R$ 10.375 deve chegar a 15,4% da população brasileira
O Brasil já vive, segundo especialistas, um processo de migração de parte da classe C para a B. Estudo da Ativa Corretora estima que 5,9 milhões de pessoas devem avançar para a classe B até o fim de 2011, na comparação com o início de 2009. Com isso, o grupo – com renda familiar entre R$ 4.807 e R$ 10.375, segundo o levantamento – deve chegar a 15,4% da população brasileira, ou 29,363 milhões de pessoas, mostra reportagem de Lucianne Carneiro, publicada neste domingo (5) pelo jornal O Globo.
“Nossa estimativa é que, além dos seis milhões que deixarão a classe C em direção à B, três milhões sairão da D para a C. Isso é fruto do forte crescimento econômico do Brasil nos últimos anos e do aumento do trabalho formal e do crédito”, afirma o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho Filho, um dos autores do estudo.
O diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Neri, diz que seus estudos vêm mostrando essa ascensão da classe C à B. Segundo ele, apesar de a C ser a maior do país, em números absolutos, são as classes A e B que crescem em ritmo mais expressivo.
O documento mostra ainda que, com a melhoria da renda média na classe B, o perfil de consumo tende a se refinar, e ganham espaço gastos como educação, alimentação fora de casa, transporte, higiene e assistência à saúde.
A educação dos dois filhos é uma das principais preocupações da dona de casa Valeria Cristina Rodrigues Carvalho Martins, de São Paulo, e de seu marido, Juramir Paulo Martins. Hoje na classe B, a família, cuja renda mensal fica em torno de R$ 7 mil, reserva cerca de 20% do orçamento para pagar a escola particular para Vinicius, de 14 anos, e Barbara, de 10. Mas também há espaço para alimentação fora de casa, lazer, viagens e higiene e cuidados pessoais.
“Aqui não se come em casa sábado e domingo. Ou tem convite para festa ou vamos ao restaurante”, conta Valeria, que também faz visitas semanais ao salão de beleza.
Fonte: Clip Imobiliário

Construir com pré-moldados


Com o apelo vindo dos canteiros de obras, onde a demanda exige ritmo cada vez mais acelerado, a construção civil caminha na direção da industrialização. Para isso, começa a utilizar em maior escala ferramentas como as estruturas pré-moldadas, que também são uma alternativa para a carência de profissionais no setor. As paredes já chegam prontas. As colunas são apenas fincadas no chão por grandes máquinas. E o resto é encaixado como se fosse uma montagem com “legos”. Pronto: em poucos dias a casa está construída. A civilização moderna busca cada vez mais a prática, a facilidade. Fazer uma casa com pré-fabricados admite a possibilidade de se construir em um prazo muito menor do que o normal. Resta saber se essa é a melhor opção.
Mesmo com os pré-moldados tendo um avanço de 100% desde 2006, o espaço a ser explorado ainda é grande. Vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RS) e proprietário da Preconcretos Engenharia, José Paulo Grings cita um exemplo desse potencial: na Finlândia, 45% do consumo de cimento vai para o pré-fabricado. No Brasil, são apenas 4,5%.

Pilares, vigas e lajes pré-fabricadas já vêm sendo utilizados com frequência em obras de indústrias, mas ainda têm participação tímida nos empreendimentos residenciais. Realidade que começa a ser revertida no Estado. A Rossi implantou em Canoas uma central de montagens – que funciona a pleno vapor há cerca de dois meses –, onde produz do alicerce às paredes em projetos residenciais. Por enquanto, os pré-moldados têm como foco os empreendimentos do segmento econômico, que exigem uma produção em ritmo mais acelerado e em volumes maiores.
Maior indústria de pré-fabricados de Minas Gerais, onde tem a sua sede, a Premo Construções e Empreendimentos S.A. utiliza esse método de construção de imóveis em todo o Brasil. Com o objetivo de reduzir o custo e inovar tecnológica e logisticamente.
O sistema é aplicável tanto em empreendimentos verticais como nos horizontais. Placas de concreto internas e externas substituem as estruturas e vedações convencionais em alvenaria. Essas placas são montadas perpendicularmente umas às outras, formando “Ls”. Nas construções verticais, depois da aplicação das lajes, o pavimento seguinte é montado na mesma projeção do inferior. Os cantos formados pelo encontro das peças são fixados com solda e em alguns casos por meio de grouteamento (concreto fluido).
“Calculamos que uma casa pré-moldada fica em média 30% mais barata”, avalia Fátima de Sousa, executiva de vendas da Pré-Moldado Brasil Ltda. Uma casa, de 48m², com dois quartos pode ser montada em apenas cinco dias. A estrutura vendida pela empresa é de placas de concreto, sem encanamento, telhado e instalações hidráulica ou elétrica.
Na hora de comprar uma casa pré-moldada, fique atento a alguns pontos. O primeiro deles é dar à empresa todas as informações sobre o terreno, como inclinação e tipo de solo. Antes de fazer a casa, é importante que o terreno seja visitado para que se possa decidir sobre a melhor posição da casa em relação ao sol.
Preste bem atenção ao assinar o contrato e certifique-se de que tudo que foi combinado está escrito nele. Investigue também se não há reclamações em órgãos de defesa do consumidor contra a empresa escolhida. Reserve um dinheiro extra para o caso de haver algum imprevisto durante a instalação da casa.

sábado, 25 de junho de 2011

Crédito para casa própria deve superar r$ 70 bi este ano, diz CEF


Em 2010, o crédito para financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal deverá ultrapassar R$ 70 bilhões, um recorde histórico, segundo o banco. A projeção anterior era de R$ 60 bilhões até o final de dezembro. Se concretizada a previsão, a CEF fechará o ano com crescimento de 48,8% no crédito imobiliário.
“O recorde é absolutamente histórico, Só para se ter uma ideia, a gente começou em 2003 com R$ 5 bilhões em crédito. Nós tivemos no ano de 2008, que já foi um recorde, R$ 23 bilhões. No ano passado, chegamos novamente a um recorde, de R$ 47 bilhões”, disse a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho.
De acordo com a presidente, a Caixa deverá terminar 2010 com 1 milhão de contratos de financiamento, que também é recorde histórico.
Os recursos para a oferta recorde do crédito estão garantidos, conforme informou Maria Fernanda. “Para toda a projeção de 2010, já há garantia de recursos, seja do FGTS ou do SBPE [Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo]“, disse.
De acordo com a instituição, neste ano, até o último dia 3 de setembro, o valor emprestado para habitação chegou a R$ 47,6 bilhões, volume que já é maior do que o concedido durante todo o ano passado (R$ 47,05 bilhões).
Do valor total aplicado pela Caixa, R$ 21,4 bilhões tiveram como fonte de recursos a caderneta de poupança e R$ 20,7 bilhões são do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços – FGTS. O restante vem de outras fontes.
MINHA CASA, MINHA VIDA
De acordo com a Caixa, desde abril de 2009, quando o programa Minha Casa, Minha Vida foi criado, foram contratadas 630.886 mil unidades habitacionais, no valor de R$ 35,85 bilhões. Estão em análise pelo banco propostas para outras 418.860 moradias.
Considerando apenas 2010, o número de contratos corresponde a 355.358 moradias no valor de R$ 21,8 bilhões.
MAIS FONTES DE DINHEIRO
Conforme informou a presidente da Caixa, a instituição já estuda outras formas de captação, através de securitização ou captação internacional. “Não há nenhuma dificuldade para o cidadão comprar sua casa”, disse Maria Fernanda.
No mês passado, o vice-presidente de controle de risco da Caixa Econômica Federal, Marcos Vasconcelos, já havia dito que o banco pretende captar dinheiro no mercado ainda este ano para usar no crédito imobiliário, porque os recursos do FGTS e da poupança que financiam os programas de habitação e concessão de crédito imobiliário no Brasil serão insuficientes no futuro.
O executivo prevê que o volume concedido em crédito imobiliário cresça para até 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos anos. Atualmente, o volume representa 4% da riqueza produzida pelo país, nível considerado baixo pelo vice-presidente da Caixa.
SECURITIZAÇÃO
De acordo com o vice-presidente de governo da Caixa, Jorge Hereda, a instituição está preparando para este ano securitização no valor de R$ 500 milhões para usar no crédito imobiliário.
A operação deverá ter início até o final do ano, mas sem data prevista. “Devemos testar o mercado para entrar melhor no ano que vem. De qualquer forma, não teremos problema com funding. Para este ano e para o ano que vem, está tudo equacionado”, afirmou Hereda. O valor total da operação, segundo o vice-presidente, seria da ordem de R$ 20 bilhões.
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FGTS na compra da casa própria


Com a possibilidade de uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na hora de comprar um imóvel, seja com pagamento à vista, através de financiamento ou de consórcio, fica mais fácil sonhar com a casa própria. Mas esse assunto não é tão simples na cabeça do comprador. Muitos têm dúvidas sobre o limite máximo do valor de imóvel ou sobre a possibilidade de uso do fundo na compra de um segundo apartamento.
“O FGTS pode ser usado para a compra financiada de um imóvel no valor de até R$ 500 mil. Esse fundo pode abater até 80% do valor da prestação por um período máximo de 12 meses. Caso a pessoa queira usar o fundo garantidor novamente, deverá aguardar um prazo de três anos e não deve ter nenhum imóvel em seu nome”, explica o presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), João Teodoro da Silva.
Durante duas semanas, o especialista em mercado imobiliário tirou dúvidas dos leitores sobre o uso do FGTS na compra financiada do imóvel. O Morar Bem selecionou algumas perguntas e respostas, listadas a seguir. Clique aqui para ver todas as questões.
* O FGTS pode ser usado mensalmente para pagamento da prestação do SFH?
- Ele pode abater até 80% do valor da prestação por um período máximo de 12 meses.
* O FGTS pode ser usado para dar entrada na compra parcelada de um imóvel que ainda não foi entregue, diretamente com o proprietário?
- Não há como liberar o FGTS antes da escrituração e registro do imóvel. Assim, você só pode usar o FGTS para pagar parte do imóvel, não para dá-lo como entrada. O que você pode é comprometer-se com o vendedor de que o seu FGTS será usado para pagar o imóvel e, assim, em tese, oferecê-lo como garantia do pagamento.
* Quais são os documentos e certidões exigidas pela Caixa Econômica para que o FGTS possa ser liberado? Há alguma taxa a ser paga?
- A taxa de abertura do processo de liberação do FGTS custa a partir de R$ 40,00. Serão necessários os documentos pessoais e certidão de casamento, caso seja casado. Mas vale lembrar que o FGTS só será efetivamente liberado após a escrituração e registro do imóvel. Toda a operação deve demorar aproximadamente 60 dias.
* FGTS inativo pode ser resgatado em quais hipóteses?
- Para aquisição de imóvel e para outras finalidades, como doenças graves ou excepcionalidades, como é o caso dos atingidos pela tragédia de Niterói. Nestes casos, é bom consultar a Caixa.
* No caso de quem já possui um imóvel, o FGTS pode ser usado para comprar um segundo sem que o bem já adquirido seja vendido?
- Enquanto você tiver imóvel em seu nome, você não pode usar o FGTS pra comprar outro imóvel.
* Quando o FGTS fica liberado para uso em novo financiamento? Apenas quando o imóvel adquirido com o fundo de garantia for vendido?
- Se você comprovar que o imóvel foi vendido e levado para registro, você pode comprar outro com o uso do FGTS. Somente o imóvel que você vendeu (e utilizou o FGTS) é que terá um período de carência de três anos para poder usar o FGTS para compra. Mas enquanto o comprador não tirar o seu nome do registro do referido imóvel, você não poderá fazer uso do saldo do FGTS.
* Uma pessoa com restrições de crédito (SPC/SERASA) pode utilizar o FGTS para compra da casa própria, mesmo sem utilizar nenhum tipo de financiamento, ou seja, o valor da casa é igual ao valor do fundo?
- Sim, se o imóvel for pago integralmente, não haverá problema.
* Vale a pena usar o FGTS para dar lance em consórcio para casa própria?
- Claro que sim. O dinheiro da sua conta vinculada do FGTS é seu e, infelizmente, é o menor rendimento que se pode obter com aplicações financeiras no Brasil. Assim, se você se enquadra nas regras de uso do FGTS, é bom negócio utilizá-lo.
* Após a compra de um imóvel utilizando o FGTS, a partir de quando o fundo pode ser utilizado novamente?
- O comprador do seu imóvel não poderá utilizar FGTS para realizar nova compra pelo período de três anos.
* Qual o limite permitido para o uso do fundo de garantia na compra de imóvel?
- O limite se estabelece pelo valor de avaliação e da compra e venda. O imóvel não pode ser avaliado ou transacionado por valor superior a R$ 500 mil.
Fonte: ZAP
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quinta-feira, 23 de junho de 2011

AFTB é uma proposta séria?


Se você espera uma resposta “na lata”, desculpe-me, mas eu não tenho. Depois de alguns posts aqui neste Fórum (feitos pelo pessoal da AFTB) e alguma pesquisa na WEB (feitas por mim), resolvi colocar esse assunto em pauta para que alguma luz seja lançada sobre o mesmo.

Fala-se em 25.000 associados… ou seja, não é uma coisa para “passar em branco”… Muitos já lançaram críticas, outros juram tratar-se de um excelente negócio… Eu estou fazendo uma análise (bem superficial) para estimular críticas que possam construir um senso comum. Dado o “ponta pé inicial”, convido todos a manifestarem suas opiniões abaixo.

E tinha que fazê-lo, porque, pelo “andar da carruagem”, ou a AFTB vai se tornar a solução do problema habitacional neste país ou um dos maiores calotes de esquemas de pirâmide que já presenciamos.

Qual a proposta da AFTB?

A idéia é que você receba uma carta de crédito para aquisição de imóvel pagando parcelas (por exemplo 360 meses) sem juros. Então, para obter a carta de crédito para a compra de um imóvel no valor de R$ 100 mil, você terá que pagar uma prestação de R$ 277,78 (100.000/360).
Porém, todavia e contudo, antes de receber essa carta de crédito você é obrigado a “contribuir” com a associação por um período mínimo de 30 meses (2,5 anos). Veja o item 4.3 do “REGULAMENTO DO SISTEMA ALTERNATIVO DE CRÉDITO – SAC”. Depois que receber sua carta de crédito você ainda terá que contribuir com a associação (até a quitação). O valor dessa contribuição é igual ao valor do crédito pretendido dividido por 1.000: em nosso exemplo (imóvel de R$ 100 mil), a contribuição seria de R$ 100 mensais. Ou seja, você pagará R$ 3.000 à AFTB, a título de contribuição “inicial” e depois (se receber a carta de crédito imediatamente após os 30 meses iniciais) pagará uma parcela  mensal de R$ 377,78 (R$ 277,78 da carta de crédito + R$ 100 da contribuição).
Comparado com a realidade do mercado, ao final de 360 meses você pagou R$ 136.080 por um imóvel que custa R$ 100 mil, muito melhor que o financiamento imobiliário tradicional, onde você paga 2 imóveis para ficar com 1 e melhor também que o consórcio, onde você não paga juros (mas paga administração) porém, não pode contar com o imóvel (pode ser sorteado no início mas também pode ter que aguardar seu imóvel até o final do prazo).

Parece bom. Então qual o problema?

A conta não fecha.
Suponha que a AFTB receba 1.000 novos associados, regularmente, todo o mês (só para exemplificar), todos querendo carta de crédito de R$ 100 mil e que nós estamos no 30º mês do início da sua operação. Significa, então, que a AFTB terá que disponibilizar esse mês R$ 100 milhões em créditos (são 1.000 associados – os primeiros – que já cumpriram os 30 meses e querem suas cartas de crédito). Só que a empresa só arrecadou R$ 46,5 milhões:
(mês 1 arrecada 100 mil, mês 2 arrecada 200 mil, … mês 30 arrecada 3 milhões): soma tudo = R$ 46.500.000,00.
Esse valor só dá para atender 465 associados, isso se a empresa não gastar um pixulé sequer (mas aí quem paga a estrutura, o pessoal, os salários dos diretores, material de expediente, etc…?). 535 associados vão ficar “a ver navios” e no mês seguinte tem mais 1.000 na fila para atender. Aí eles vão precisar de R$ 153.500.000 e terão pouco mais do que R$ 3,5 milhões em caixa…
Podemos adotar um outro modelo: toda vez que tiver caixa, libera uma carta de crédito (assim capitaliza com as prestações). Segundo meus cálculos, o milésimo associado (que entrou no mês 1) só vai receber sua carta de crédito lá para o 45º mês (e não 31º mês, conforme prometido), isso se não gastarem nenhum centavo (a não ser com carta de crédito) e a entrada de novos associados  mantiver o ritmo (ou aumentar), o que é uma aposta muito arriscada.
Ainda considerando o modelo acima, se tudo der certo, o ritmo de novos associados for mantido e o dinheiro ficar reservado 100% para financiar imóveis, a taxa de atendimento aos associados (percentual de pessoas que são atendidas em relação ao total de associados) é muito baixa. Começa em 0%, claro, tem uma tendência de aumento (bom), mas em um ritmo muito lento. Vai levar dezenas de anos para dizer que a AFTB consegue atender 20% de todos os seus associados, por exemplo.
Além disso, é bem improvável que toda a “contribuição” seja revertida para o financiamento de imóveis. Eles precisam pagar as contas… e de onde vai sair o dinheiro?
Por tudo isso, tenho muitas dúvidas quanto ao sistema. A perspectiva de que doações vão cubrir o rombo é muito frágil. Tudo bem, pode ser que sim. Mas e se isso não acontecer, ou não acontecer no volume que eles esperam?
Se por um lado eles (AFTB) contam com doações que desequilibram essas contas para o bem, por outro, existem milhares de fatores que podem desequilibrá-las para o mal e simplesmente faltar dinheiro para financiar os imóveis. Um “efeito manada” (debandada de associados) jogaria uma pá de cal nos sonhos de milhares de pessoas.
Se você pretende investir nesse negócio, considere todos os aspectos acima e mais os seguintes fatores:
  • Se as contribuições tiverem outro destino, que não o financiamento imobiliário, vai levar muitos anos para você receber sua carta de crédito. Você também precisa contar com inflação, desistências, inadimplência, etc.;
  • Se o dinheiro sumir, não há garantias. A AFTB não é controlada pelo Banco Central (como os bancos e as administradoras de consórcio) e não existe nenhuma garantia do Governo Federal (isso é conversa mole);
  • O contrato deles é meio “leonino”. Se você atrasar as contribuições, eles vão te mandar lá para o final da fila. Além disso, pontuam os associados segundo critérios nebulosos, o que coloca uns na frente de outros, independente do momento que entraram no sistema e isso pode lhe acarretar uma tremenda dor de cabeça;
  • Existem várias taxas no momento em que você for utilizar sua tão esperada carta de crédito, e nenhuma delas está definida claramente. A única coisa que está claro, é que você terá que pagá-las;
  • Se a proposta for uma MMN tipo pirâmide, que depende do crescimento em cadeia para garantir o pagamento, tenha em conta que uma hora “essa corda vai romper”.
Se mesmo assim você for entrar nessa, pelo menos procure saber exatamente o que é a AFTB e quais seus direitos perante essa “associação”. Você pode votar? Pode se candidatar? Em que situações a diretoria pode ser destituída?
Se existe um modelo matemático que possa explicar um final feliz para essa idéia (final feliz para os clientes!) que apresentem. Para isso, enviei uma cópia deste artigo para os contatos
da AFTB aqui no Fórum antes de publicá-lo (48 horas de antecedência). Tentei enviar para a própria AFTB (no site deles), mas lá não consegui nenhum contato…
… e vamos aos comentários…